quarta-feira, 16 de março de 2011

Liga Futsal 2011 - torcer por alguém?

"Qual é a lógica do sistema" - Armas Químicas e Poemas (Engenheiros do Hawaii)

Nessa segunda-feira, 14 de Março, aconteceu o primeiro jogo da Liga Futsal 2011, a primeira sem a multi-campeã Malwee. O jogo foi logo entre Joinville e Santos. Joinville, um dos maiores rivais da Malwee, e o Santos, clube que adquiriu a grande maioria do elenco jaraguaense. Daí entra a questão que quero discutir aqui: Torcer para o Santos?

Muitos jaraguaenses, ou torcedores da Malwee estão torcendo pelo Santos pelo fato de nele estarem jogando a maioria do ex-time da Malwee. Mas não, não torcerei para o Santos. Isso não pelo fato de o Santos ter comprado praticamente todo o time da Malwee, muito menos por pensar que o Santos teve alguma influência na dissolução da Malwee, o que tenho plena noção de que não teve. Não vou torcer pelo Santos pelo simples fato de não querer que o time de lá seja campeão. Para que Falcão e companhia, sejam campeões apenas pela Malwee. Para que a história feita em Jaraguá não seja encoberta  pela grande mídia, que já enaltecia o Santos antes mesmo dele começar a jogar. Sei e concordo que tal atitude minha é extremamente egoísta e sem razão. Mas é coisa de torcedor. Torço para a Malwee e não para o Santos. Além do mais, me vejo no direito de querer que toda vez em que se fale de Falcão, Ferreti, entre outros, se lembre da Malwee e não do Santos.
Nessa liga, não vou torcer para ninguém. Nem para o Santos, nem para o JEC, nem para o Carlos Barbosa, nem para o Corinthians. Ficarei contente se algum time de menos expressão mas que nos últimos anos vêm realizando campanhas exemplares, como o Minas ou o Marechal Rondon, ganhasse.


Sobre a mídia:
Certa vez, Marcelo Rodrigues, comentarista de futsal do Sportv, comentou em seu Blog que com a entrada de clubes grandes como Corinthians e Santos, "traria maior visibilidade ao futsal", o que não deixa de ser verdade. Mas o questionamento a ser feito é até que ponto vai essa visibilidade, uma vez que, a entrada de clubes grandes pode acabar com a esperança de títulos de clubes do interior, que veem no futsal uma forma de se firmarem esportivamente, já que no futebol de campo padecem de craques e dinheiro para o investimento necessário. Além da perguntar se essa visibilidade e valorização vai realmente acontecer, uma vez que para estes clubes, o futsal será sempre segundo plano. Não que eu espere que o futsal algum dia ultrapasse o futebol em importância no Brasil. Mas só coloco que acredito na importancia do futsal para os clubes pequenos.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O lado obscuro do futebol brasileiro

"A história se repete mas a força deixar a história mal contada"
"É tão fácil ir adiante e esquecer que a coisa toda tá errada" - Toda forma de poder (Engenheiros do Hawaii)

Finalmente a CBF reconheceu o que o resto do Brasil já sabia: que o Flamengo é o campeão do campeonato brasileiro de 1987. Acontece que tal decisão não se baseia no reconhecimento do erro cometido no ano 87. É apenas parte de um rolo muito maior.
Nos últimos dias, discussões veem acontecendo acerca dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de 2012 até 2014. Tais discussões criaram desentendimento no Clube dos 13, que agora vê sua estabilidade ameaçada.
Além disso, a eleição para a presidência do Clube dos 13 já foi cercada de tensão. E os últimos acontecimentos  (a Taça das Bolinhas sendo entregues para o São Paulo e o reconhecimento do título de 87 do Flamengo), com o dedo do Ricardo Teixeira, apimentaram ainda mais a situação.
É com essa a linha de pensamento, que o jornalista Paulo Vinicius Coelho trabalha em seu blog. Pensamento esse que, aparenta ser bastante plausível, e que mostra o lado obscuro do futebol brasileiro, como também, sua péssima capacidade de organização.
Prefiro não entra em maiores detalhes de toda essa novela, uma vez que não acredito ter argumentos suficientes sobre essa polêmica, da qual também prefiro manter distância.
Com esse post, quero ressaltar a importância para o Flamengo do reconhecimento do título de 1987 por parte da CBF. Apesar de todo flamenguista se considerar hexacampeão desde 2009, é importante passar a história a limpo, fazendo com que todos os outros saibam e respeitem tal conquista. E me alegra o fato de não precisar mais ouvir de gente que não conhecia uma vírgula da história toda, que o flamengo não era hexacampeão, mas penta. Ainda que com a intenção errada, a CBF reconheceu o título de 87, o que deve ser considerado um marco para o Flamengo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Abbey Road Imortal

"There are places I remember all my life"   - In my life (The Beatles)

No dia 8 de agosto de 1969, quatro caras decidem atravessar um faixa de pedestres. 41 anos depois, essa faixa vira patrimônio histórico da Inglaterra.
Essa faixa se localiza na Rua Abbey Road. Os caras eram nada mais nada menos do que John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. O resto da história já da pra entender, não?

Na manhã do dia 8 de agosto de 1969, os "Fab Four" fizeram uma sessão fotográfica de 10 minutos, comandada por Iain Macmillian, na faixa de pedestres em frente ao estúdio Abbey Road, para a capa de seu mais novo e último álbum, também nomeado de Abbey Road. 
A capa é hoje, uma das mais conhecidas do mundo do rock, e foi imortalizada no Rock and Roll Hall of Fame.
A faixa original onde a foto foi tirada, foi apagada algum tempo depois da foto, e repintada três metros à frente para facilitar o trânsito. Mas nada que tire o simbolismo do local, que atrai milhares de fãs e não-fãs, a cada ano, que refazem a pose dos Beatles.
A foto também é uma das mais controversas do grupo, pelo fato de algumas pessoas acreditarem que ela traz indícios e mensagens de que Paul McCartney teria morrido em um acidente de carro em 1966. Segundo os supersticiosos, o fato de Paul estar descalço (os mortos são enterrados descalço na Inglaterra), além de estar segurando o cigarro com mão direita (Paul era canhoto) e placa do fusca "LMW 281F" (LMW - Linda McCartney Weeps; "Linda McCartney chora" ou Linda McCartney Widow; "Linda McCartney viúva"), são indícios que os outros três Beatles estariam dando de que Paul McCartney teria morrido. Além disso, o  número 28 da placa do fusca seria a idade de Paul se ele estivesse vivo ("if" em inglês é "se").
Superstições a parte, (tais ideias nunca foram provadas e é mais provável que seja fruto de uma mente criativa) a "imortalização" da faixa é algo que é comemorado por todos os fãs da banda. Em fevereiro do ano passado, o estúdio Abbey Road (mais famoso do mundo), onde os Beatles gravaram 90% de suas canções e onde a também banda inglesa de rock, Pink Floyd gravou importantes músicas, foi transformado em patrimônio histórico. O tombamento da faixa de pedestre em frente ao estúdio, "foi a cereja em cima do bolo" segundo Paul McCartney.



Para saber mais sobre, siga os links:

Álbum Abbey Road:

Estúdio Abbey Road:

Faixa Abbey Road:

Foto do Álbum Abbey Road:

Suposta Morte de Paul McCartney:


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Uma novela chamada Juventus

"esse imóvel está pra alugar"  - Aluga-se (Raul Seixas)

Ao que tudo indica, 2011 será um ano a ser esquecido em Jaraguá do Sul em relação aos esportes. No primeiro ano sem a multi-campeã Malwee Futsal, o Grêmio Esportivo Juventus corre o risco de não disputar a série B do catarinense (também conhecida como Divisão Especial), devido às dívidas e à falta de patrocínio.
Em entrevista publicada ao Jornal AN Jaraguá, do dia 14 de janeiro de 2011, o presidente do clube, Ildo Vargas, expôs a situação financeira complicada pela qual o clube passa além de anunciar que seu cargo está à disposição e que só não deixou a presidência porque não há ninguém disposto a assumir. Segundo o presidente, o clube tem cerca de 1 milhão e 600 mil reais de dívidas, e não ninguém disposto a patrocinar o clube, colocando o Juventus numa situação complicada uma vez que não consegue dinheiro para contratar novos reforços para o campeonato que começa em maio deste ano.
Os problemas no Juventus não começaram este ano. Depois do campeonato Catarinense de 2007, quando o moleque travesso deixou escapar a vaga inédita para a Copa do Brasil, o clube teve um péssimo desempenho em 2008 e acabou sendo rebaixado para a Divisão Especial. No mesmo ano, o clube tomou uma das atitudes mais desesperadas de sua história, e a mais polêmica, ao "pegar emprestado" os jogadores do Joinville Esporte Clube, o seu maior rival, para disputar a Divisão Especial, sem obter sucesso no campeonato.
Em 2009, novamente com problemas para formar o elenco, Falcão, então jogador da Malwee, fez uma parceria com o tricolor jaraguaense. A parceria fez com que um bom elenco se formasse novamente e levou o time a primeira divisão do Catarinense. Porém, a parceria não durou muito. Ainda antes do campeonato Catarinense de 2010, a parceria foi desfeita. Segundo o jogador Falcão, dívidas antigas do clube estavam sendo cobradas dele, o que deixou a contrato com o Juventus insustentável.
Com o fim da parceria, o Juventus foi rebaixado em 2010, levando-nos a situação atual.
Não é de se espantar que mesmo em Jaraguá do Sul, cidade de grandes indústrias e empresários, não haja ninguém disposto para assumir o clube. O simples fato para que isso aconteça é que não rentável.
Para salvar o clube do fundo do posso, o presidente Ildo Vargas possuí uma última carta na manga: A municipalização do estádio João Marcatto. O projeto tem como ideia de que o clube passe a administração do estádio para a prefeitura em troca do pagamento de dívidas. Além disso, a prefeitura cederia o espaço do estádio ao clube pelos próximos 30 anos. O projeto, que ainda não foi votado na câmara de vereadores, já gera muita polêmica. Há aqueles que não acreditam na viabilidade do projeto, afirmam que isso não traria benefícios à população e que tal dinheiro deveria ser destinado a outros projetos. Enquanto que há quem afirme que transformar o estádio em uma área de lazer a população ofereceria mais qualidade de vida.
Acredito que a parceria com a prefeitura não funcionaria ou funcionará. Uma vez que não acredito na qualidade de administração pública de um clube desportivo. Para mim, a dissolução do clube é a melhor saída. De nada adianta fazer acordos e mais acordos para manter um clube falido e sem condições de conquistar um título. A solução mais plausível, em minha opinião, é o fechamento do clube por alguns anos, para que a situação possa ser resolvida com calma. Ou ainda, a formação de um novo clube futebolístico, sem qualquer relação com o Juventus ou com a ADJ e principalmente, sem ligação com qualquer órgão governamental.
 De nada adianta termos um clube com alguma história e não ganharmos mais títulos. 

Para ver a reportagem completa do Jornal AN Jaraguá sobre o Juventus, siga os links: